A industrialização alterou a vida e os papéis sociais de homens e mulheres, iniciando uma luta por igualdade no mercado de trabalho. O auge ocorreu na revolução sexual dos anos 70, com atos simbólicos (como a queima de sutiãs), que consolidaram a busca feminina por liberdade e direitos iguais.
A luta pela valorização feminina levou mulheres ao mercado de trabalho em busca de independência financeira e crescimento profissional, mas a um alto custo para a saúde física e emocional. Usando o Tao como guia para esse diálogo entre Yin e Yang (feminino/masculino), podemos vislumbrar um futuro mais harmônico. Nesse estudo, opostos não competem, mas se apoiam, caminhando para um futuro de interdependência e harmonia, superando a visão de superioridade ou de luta.
Todo esse movimento de trabalho, de ganhar as ruas, gera um calor no corpo que consome os líquidos corporais (Yin), levando a um crescente desgaste da essência (Jing) e gerando doenças na saúde reprodutiva da mulher. A própria menstruação, com suas fases, mostra que somos cíclicas e não lineares como os homens.
E como as mulheres podem despertar para essas mudanças? Olhando para suas necessidades íntimas, sentindo o seu corpo cíclico e dando voz às suas emoções e necessidades. Aprendendo a se comunicar sem violência. Respeitando seus limites. Deve-se observar quanto de masculino e feminino há em cada um, integrados. Pois, quanto mais separados estiverem o masculino e o feminino, mais feridos estarão. Essa dualidade gera doença. O caminho é a integração dentro e depois fora de nós. Todos somos um.
Poliane Lage
Terapeuta Holística da AssempBH