• 12 DE MARÇO DE 2026

O perigo das canetas emagrecedoras

O perigo das canetas emagrecedoras
Foto: freepik.com

Impulsionado pela promessa de perda rápida de peso, o uso das chamadas “canetas emagrecedoras” sem acompanhamento médico cresceu de forma expressiva no Brasil. O fenômeno, muitas vezes com finalidade exclusivamente estética, tem preocupado autoridades e especialistas em saúde, que alertam para os riscos da automedicação desses produtos.

Segundo a nutricionista Camila Silva, embora representem um avanço no tratamento de doenças metabólicas, como obesidade e diabetes tipo 2, as canetas não são soluções milagrosas. “É importante separar o que é tratamento de saúde do que é uso estético desenfreado”, ressalta.

De acordo com Camila, a indicação desses medicamentos varia conforme o perfil clínico do paciente, o tipo de fármaco e as condições de saúde associadas. Por isso, a avaliação individualizada e o acompanhamento profissional são indispensáveis. “A orientação especializada evita falsas expectativas e reduz o risco de efeitos adversos”, explica. Confira, na sessão de perguntas e respostas abaixo, as recomendações da nutricionista sobre o assunto.

"Canetas emagrecedoras" são seguras?

São seguras quando prescritas por um médico, mas não são isentas de efeitos colaterais e não substituem a reeducação alimentar e as atividades físicas.

Em quais casos elas são indicadas?

No tratamento da obesidade, do sobrepeso com comorbidades e do diabetes tipo 2.

Como funcionam no organismo?

Elas imitam hormônios intestinais que reduzem a fome, retardam o esvaziamento gástrico e ajudam a controlar a glicose.

Quais os riscos da automedicação?

Pode levar ao desenvolvimento de pancreatite aguda, perda de massa muscular, desidratação, desequilíbrios eletrolíticos e efeito rebote, com recuperação rápida do peso perdido.

Quem não deve utilizar?

Gestantes, lactantes, pessoas com histórico de pancreatite, diabetes tipo 1 ou histórico familiar de câncer medular de tireoide.

Alerta da Anvisa

Diante do aumento da automedicação, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) emitiu alertas sobre o uso das canetas emagrecedoras. O órgão investiga uma possível relação desses medicamentos com casos de pancreatite aguda no Brasil. Outro alerta refere-se à circulação de produtos falsificados ou sem procedência, que podem ser ainda mais perigosos, pois não há garantia sobre sua composição. A venda sem receita médica é proibida, e o uso deve ocorrer somente com prescrição e acompanhamento profissional.


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