No início deste ano celebramos a Campanha Janeiro Branco, um movimento que coloca a saúde mental no centro das discussões clínicas e sociais da nossa sociedade. Falar de saúde mental é refletir profundamente sobre subjetividade, emoções, sintomas, autoconhecimento, comportamento e processos de superação.
O movimento Janeiro Branco propõe uma mudança cultural e o fortalecimento das redes de apoio, visando combater os estigmas e preconceitos que ainda atravessam a experiência de quem adoece emocionalmente. Um dos grandes objetivos da campanha é promover um olhar mais humanizado sobre a vulnerabilidade do outro, oferecendo mais empatia e suporte clínico eficaz.
A campanha nos convida a lembrar que cuidar da saúde mental é um ato de coragem e esperança. Buscar ajuda é reconhecer limites, acolher a própria dor e abrir espaço para o autocuidado e para a evolução pessoal.
O início do adoecimento mental não surge ao acaso, é um sinal de desorganização emocional, de sobrecarga psíquica e, sobretudo, um pedido de ajuda diante de um caos interior. Cada sintoma carrega uma dor, um apelo silencioso, um enigma do nosso inconsciente que diz: “decifra-me, antes que eu te devore”.
Diante disso, é fundamental não ignorar os sinais de sofrimento emocional e agir de forma preventiva. A psicoterapia será um importante canal de ajuda para quebrar padrões de sofrimento, ressignificar experiências traumáticas, resgatar força interior e permitir-se ser feliz.
A nossa mente é o nosso lar, que sejamos o nosso próprio porto seguro!
Pakisa Araujo
Psicóloga da AssempBH