Em Assembleia Geral realizada no dia 27 de abril, os professores concursados da Rede Municipal de Educação de Belo Horizonte deram início a uma greve, expondo o que classificam como um “apagão na educação”. O movimento integra a Campanha Salarial de 2026 e ocorre em meio a críticas à condução da política educacional do município.
Entre os principais pontos de reivindicação estão questões salariais e estruturais. Os profissionais criticam a falta de diálogo efetivo com o Executivo municipal e alegam que, apesar da definição de maio como data-base dos servidores, não houve negociação prévia adequada.
Segundo o sindicato da categoria (Sind-Rede/BH), a sinalização da Prefeitura de limitar o reajuste à reposição inflacionária frustrou as expectativas de valorização e de recomposição de perdas acumuladas.
Além da pauta econômica, os professores denunciam problemas estruturais nas escolas, como a falta de docentes. Também são alvo de críticas a possibilidade de mudanças no modelo de ensino, a sobrecarga extrema de trabalho e a redução de recursos destinados às escolas.
Os trabalhadores afirmam que a greve busca não apenas melhorias salariais, mas também a defesa da educação pública e de condições adequadas de trabalho e de ensino. Até o fechamento desta edição, em 29 de abril, a paralisação continuaria por tempo indeterminado, com a categoria afirmando que permanecerá mobilizada até que haja avanços concretos nas negociações.